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As entradas e saídas (e os meios) da resolução de bits Quando você lê as especificações de um sistema de áudio digital, é essencial que você observe todo o caminho de entrada/processamento/saída de áudio de forma a determinar a verdadeira capacidade de performance do sistema. A mais baixa resolução de bit que você encontrar em qualquer ponto da cadeia será a máxima resolução para o sistema inteiro. Por exemplo, se você tem conversores A/D de 16 bits, um processador de 24 bits e conversores D/A de 20 bits, você tem um sistema de 16 bits. Se você tem conversores A/D de 24 bits, um processador de 24 bits e conversores D/A de 20 bits, você tem um sistema de 20 bits. As interfaces de áudio com conversores A/Ds de 20 bits, processamento interno de 24 bits e D/As de 20 bits, são sistemas de 20 bits - pelo menos no que diz respeito às entradas e saídas analógicas. No domínio digital, a capacidade total das placas com conversores de 20 bits com DSP de 24 bits terá resolução de 24 bits, se houver entrada e saída digitais S/PDIF suportando 24 bits. Se você possui uma fonte/destino de sinal digital, como um dispositivo de efeitos, que tem capacidade de 24 bits, esse tipo de placa irá aceitar o sinal de 24 bits do dispositivo, gravar o sinal no disco (desde que o software também suporte 24 bits) e reproduzir o sinal para o dispositivo - tudo em 24 bits. Os Bits do Meio. O DSP Motorola 56301 que é o coração das prtimeiras placas Layla, Gina e Darla de 20 bits é um chip de 24 bits; todos os dados que passam para dentro e para fora do chip, e todas as computações matemáticas dentro do chip, são efetuados com resolução de 24 bits. No que se refere ao processamento de áudio de 20 bits, um processador de 24 bits oferece uma faixa mais larga (isto é, espaço para escrever números maiores), de forma que ele possa processar com precisão o áudio de 20 bits. Se você mixa trilhas digitalmente, por exemplo, pode estar seguro de que o arquivo resultante será verdadeiramente de 20 bits, livre de qualquer erro de saturação que possa ocorrer como resultado do processo matemático. Processamento x Reprodução. Adicionar efeitos de DSP, como reverb ou EQ, à uma trilha, geralmente requer precisão ainda maior do que 24 bits para que seja mantida a integridade sonora de uma trilha, como explicado neste artigo de Paul Titchener. É importante compreender que o processamento de 32 bits com ponto-flutuante em questão é efetuado pela CPU Pentium, e não pelo chip Motorola 56301 das primeiras Layla, Gina e Darla. E pelo fato de que o processamento de efeitos requer resolução de 32 bits, o arquivo de áudio permanece na resolução original de 16, 20 ou 24 bits em que foi gravado. - Michael Marans |